Mientras Tanto En Cuba

Nos dias que antecederam a reabertura da embaixada dos EUA em Havana, a vida seguia ao seu ritmo habitual — lento, imprevisível, muitas vezes improvisado. Filas intermináveis, cortes de eletricidade, táxis partilhados e conversas marcadas por uma resistência silenciosa faziam parte do quotidiano. A mudança vinha a caminho, mas ninguém sabia dizer como, nem quando.

No ar sentia-se uma esperança cautelosa. A propaganda dava lugar a mensagens mais práticas, e as estruturas rígidas do passado começavam, pouco a pouco, a abrandar. Mas, por baixo de tudo isso, os hábitos mantinham-se quase inalterados — moldados pela rotina, pela criatividade e por aquele tipo de sorriso que se oferece ao pôr do sol no Malecón, sem esperar demasiado do dia seguinte.